quarta-feira, 24 de junho de 2009

dreams vs. nightmares


lately i've been thinking a lot about dreams. you know when you were a lil' kid and you KNEW all your dreams would come true? a fairy would come around and you'd get that princess dress and a castle and prince charming would come to rescue you. except for the fact that i've never been that girly girl and prince charming was nowhere near to be seen in my dreams. i was the lonely fashionista princess in my fancy castle having wild parties with my friends .lol. ok time goes by, the fairy tales disappear, the dreams vanish and as we get older we just stop dreaming of dresses and princes. 5 years ago i thought i'd get in law school, i'd love it and you know i'd be the one to beat and probably i'd become a prosecutur by the age of 28. then, everything would come around - the house, the car, the boyfriend-to-be-husband. now i'm about to turn 20 and i loathe law college. ok i HATE it. i don't see myself working with anything related to it in future. i'm living in a city where winter IS actually winter and it's so damn cold. i HATE cold. my face freezes and i don't even have proper clothes coz my whole life i lived in hell extension. so here i am with no ambition, coz i can't really give up college. it took me so long to get into it and resources, time, money and energy. so basically i'm sitting here in front of this notebook writing about how i have no dreams whatsoever. because i don't have any plans. i'm going where life takes me and i'm making no effort to change the direction. if someone told me i'd be like this 5 years ago i'd say 'bullshit'. life does really have its tricks, doesnt it? like meredith would say, there's no happy ever after, there's happy right now. this is the dream i once had and it clearly became a nightmare, so please i wanna wake up, NOW! it's the nightmares that always seem to become reality - maybe because when we are living a dream we don't realize it, or when we do, it's too late because we are already awake.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

- será que é possível crescer?


Quando eu era criança, eu sempre sonhei em sair de casa. Sabe aquele sonho de que minha vida seria melhor numa cidade grande e colorida? Ir pra bem longe, me "libertar". Mal sabia que já era livre e me recusava a voar. Saí de casa aos 17 anos, achando que ficar longe de minha família e dos meus amigos era um grande amadurecimento, nunca pensei que o sofrimento viria junto. Eu sei que tem toda aquela coisa que um dia você vai sair de casa de qualquer jeito, mas sair de casa não quer necessariamente dizer ficar longe de quem você ama, não é mesmo? Desde então meu sonho é voltar pra casa. Muitas coisas aconteceram, mas lá eu sei que será o lugar que eu poderei voltar sempre e que me receberão de braços abertos. Aprendi que a vida é muito curta pra ficar longe. Aprendi também que nunca estou satisfeita onde estou, porque estou numa constante busca. Mas essa busca não é exterior, é interior e eu demorei muito pra perceber isso. De que adianta você ir a Paris ou Londres sozinho? Nada. Eu depositei um pouquinho de mim em cada pessoa que eu amo, portanto eu estou espalhada por aí. Meu sonho é um dia conseguir juntar todos esses pedacinhos de novo.
"Ouvi falar que é possível crescer - eu só nunca conheci ninguém que realmente tenha crescido." ¹ A verdade é que os anos passam mas eu ainda sou uma criança de vestido rodado num parquinho, procurando sempre alguma coisa que as vezes nem eu sei o que é.


¹" I've heard that it's possible to grow up, I've just never met anyone who's actually done it." - MG, GA

sexta-feira, 12 de junho de 2009

como seria um dia dos namorados perfeito?

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
coitado do Robison.

terça-feira, 9 de junho de 2009

- do you believe in love? ♥





"Na maior parte do tempo, o amor é uma questão de escolhas. É questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz... na maior parte do tempo. E às vezes, apesar de todas suas melhores escolhas e intenções... o destino vence de qualquer forma." ¹

MG, GA

Escolhi esse post pra falar de amor. Sim, eu não sei definir amor, então digitei no Google. A Wikipedia em inglês define (tradução livre): "A palavra amor pode se referir a diferentes sentimentos, estados e atitudes, desde prazer comum a intensa atração. Essa diversidade de usos e significados, combinados com a complexidade de sentimentos envolvidos, faz do amor difícil de definir consistentemente, mesmo comparado a outros estados emocionais". Viu? É difícil definir. E não sou eu que vou ter a audácia de tentar fazê-lo aqui.

[...]

Eu sou uma pessoa que não acredita em amor. Pelo menos não aquele amor do tipo eu-morro-por-ele-Romeo- e-Julieta. Aí as pessoas me dizem "você diz isso porque nunca amou ninguém". Isso é a mais pura verdade. Mas fato é que eu também nunca conheci ninguém que ame assim. Amor pra mim é algo como filosofia. Você estuda, mas na verdade sabe que não passa de teoria. E aqueles que dizem que você só tem um grande amor a vida inteira? Conversa fiada. Você tem quantos amores quer ter, é uma questão de escolhas. Por isso eu sou fã daquele verso de Cazuza "...adoro um amor inventado". Por que pra mim amor é isso, uma invenção que só existe na sua cabeça. Quase uma alucinação.

[...]

Mas mesmo assim eu sou romântica no meu jeito esquisito de ser. Ainda choro com Moulin Rouge depois de ter visto mais de cem vezes e suspiro igual uma imbecil em cada declaração de amor feita em Grey's Anatomy. Então, não estou tão perdida assim não é? Se acredito em amor na ficção já é um grande passo pra eu não me tornar uma velha cética e só. Existe uma lei da física que diz que quando você corre atrás de uma coisa, ela tende a correr de você e pegar a direção oposta. Se for assim, prefiro ficar parada onde estou, é mais confortável. Definitivamente não nasci pra essas coisas do coração.


¹ "...for the most part, love is about choices. It's about putting down the poison and the dagger and making your own happy ending...most of the time. And that sometimes, despite all your best choices and all your best intentions... fate wins anyway."


sábado, 6 de junho de 2009

árvore genealógica e seres de outra espécie.



Estou no meio de uma aula de História do Direito. Cheguei atrasada como sempre e dessa vez, apenas exatos 60 minutos de atraso. Meu (des)interesse pelo Direito pode ser tema de uma monografia, mas não é sobre isso que eu quero falar hoje. Um grupo está apresentando um trabalho sobre o tema Direito de Família. A palavra FAMÍLIA está no telão, enorme, na minha frente. Sim, fui obrigada a sentar na primeira cadeira, ao lado do professor, porque as disputadas carteiras ao fundo, onde eu posso passear sozinha em meu planeta ouvindo meu mp4 estão todas ocupadas. E agora vocês perceberam que eu não consigo manter um foco. Eu avisei. Enfim, meu ponto é que eu quero falar sobre família.

Quando eu era criança, era bem próxima da família do meu pai. Ia a todos os eventos, todos os Natais, todas as Páscoas. Tinha trezentos primos mais ou menos da mesma idade e a gente se divertia. Por um motivo, que eu não sei ao certo qual seja, na medida em que fui crescendo, fui me afastando deles. Acho que nossos objetivos de vida e nossas convicções começaram a se divergir drasticamente. Quero deixar claro que isso não muda o fato de que eu gosto deles. Pelo menos alguns. E a ligação por sangue acaba me obrigando a não gostar dos outros, mas pelo menos me importar. É família, pôxa. A gente não abandona assim sem nenhuma explicação. Além disso, pra mim o conceito de família não se resume a uma cadeia de DNA compartilhada. “Existe um provérbio antigo que diz que você não pode escolher sua família. Você aceita o que o destino lhe dá. E goste deles ou não, ame-os ou não, entenda-os ou não, você se adequa a eles. E também existe a escola de pensamento que diz que a família que você nasce é simplesmente o ponto de partida. Eles te alimentam, te vestem, cuidam de você até você estar pronto para cair no mundo e encontrar sua própria tribo.” ¹ Admito que nesse aspecto, eu sou híbrida. Acredito que família, além de ser aquela que o destino lhe dá, é aquela que você encontra depois de cair no mundo. Aceito família num conceito amplo. Por isso eu digo que eu tenho pelo menos mais três irmãs e mais um monte de primos e tias com sobrenomes diferentes do meu. O lado bom disso tudo? Você quem escolhe as pessoas que quer na sua vida, depende unicamente de você. Lado ruim? Você nunca sabe o quanto os outros te consideram. E a única saída é assumir o risco. Se um dia eles te abandonarem você vai saber que no fim das contas, aquela que era sua irmã, não passava de um parente distante. E “parente” é tudo igual mesmo. Agora, se eu vou quebrar a cara com a escolha de minha família alternativa? Só o tempo dirá. Adianto que o lado “quebrar a cara” já tem uma torcedora: minha mãe. Ela que vive me dizendo “você gosta muito mais das pessoas do que elas gostam de você”. Espero prová-la errada um dia. Espero que eu nunca tenha que dizer aquele chavão “bem que minha mãe me avisou”.



¹ There's an old proverb that says you can't choose your family. You take what the fates hand you. And like them or not, love them or not, understand them or not, you cope. Then there's the school of thought that says the family you're born into is simply a starting point. They feed you, and clothe you, and take care of you until you're ready to go out into the world and find your tribe.” Meredith Grey - Grey’s Anatomy

quarta-feira, 3 de junho de 2009

wish me good luck.

Eu nunca fui do tipo de pessoa de escrever. Escrever textos grandes, bonitos, eu digo. Sempre gostei de lê-los e até tentei, diga-se de passagem, me tornar uma daquelas escritoras que transformam a vida chata e rotineira em textos filosóficos. Lembro-me bem quando comprei uma agenda-diário para registrar minhas divagações. Hoje quando pego pra ler, vejo que a frequência com que escrevia, passava longe de diária. As simples anotações que fazia, eram quais filmes eu tinha visto no fim de semana e um "ótimo", "ruim" ou "lindo!!!1" em seguida. Quando resolvia escrever sobre aquele garoto que eu tinha dado uns beijinhos (ah, saudades da época em que se meter em confusão, era beijar o ficante de sua prima e isso era o fim do mundo - mas isso já é assunto pra outro post) era tudo em inglês, porque eu sabia que minha mãe ia ler tudo e eu certamente não queria que ela soubesse em quem eu estava interessada ou quem eu tinha beijado na última festa.
Fora essa tentativa frustrada de me tornar uma Anne Frank do século XXI, o máximo que escrevia eram textos grandes, enormes e cheios de blablablá para treinar pra redação do vestibular. Lembro-me que não faz muito tempo, uma professora mal educada foi corrigir um texto meu e disse que eu era "porca" e não tinha "classe" com as palavras. Na hora que ouvi isso, foi pior que um tiro no peito (ok, admito que nunca levei um tiro no peito, mas posso imaginar como seja) e eu que me considerava forte e inabalável (pelo menos tentava me convencer disso), não consegui conter minhas lágrimas e chorei ali mesmo. Sentindo-me talvez o ser humano mais estúpido da face da Terra, recolhi meu texto e minha insignificância e não fiz mais nenhuma redação aquele ano, até o dia do vestibular. Depois fiquei sabendo que minhas redações nem eram tão ruins assim, porque aqueles professores eram pagos para destruir nossa autoestima e depois do resultado das provas tive certeza que definitivamente não sou burra como eles me faziam acreditar.
Agora estou aqui em mais uma tentativa de escrever. Não digo escrever coisas que não me interessam como faço nas provas da faculdade, mas sobre meus pensamentos e minha vida. Já digo logo que minha vida é um tédio, mas meus pensamentos podem até ser interessantes, dependendo do seu grau de paciência. Explico-me: na maioria das vezes, dou mil voltas e não chego a lugar nenhum. Mas talvez você seja um louco como eu, que gosta de ficar girando, girando, girando e...depois ficar tonto e cair. hehehe
Me desejem boa sorte.

*ouvindo Off I go - Greg Laswell *