uma vez eu estava na praia com meus primos, todos mais velhos que eu e a gente estava no mar. Eu sempre fui pequenininha e mais nova. Aí meus primos que eram os 'descolados' resolveram ir mais pro fundo e eu fui junto. Só que ninguém sabia que eu não estava alcançando mais o fundo, eu estava na iminência de afogar quando eles resolveram nadar pra outro lugar e eu, claro, não consegui acompanhar. Todos saíram felizes de onde estavam, rindo e fazendo piadas e eu fiquei lá sozinha. Afogando. Ninguém me viu. Ou ninguém fez questão de me procurar. Foi quando por sorte minha mãe saiu desesperada da areia gritando com chapéu na mão e foi me buscar. E pra fingir que eu não estava afogando eu simplesmente disse "mãe, que besteira, claro que eu não estava afogando". Eu estou me sentindo assim agora. Como se eu tivesse afogando e ninguém me visse. Mas não é a sensação de afogar em água, é afogar em terra seca. Eu estou afogando e aqueles que estão (estavam?) perto de mim e supostamente deveriam estar ao meu lado estão saindo um a um, rindo e fazendo piadas, enquanto eu fico aqui parada na esperança que alguém um dia me veja e venha me salvar.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
"mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está..."
Eu tenho vivido pra fazer malas. Nos últimos três anos eu tenho literalmente vivido pra fazer malas. Há muito tempo que eu não tenho um lugar pra chamar de "casa" mais. E toda vez que eu faço as malas me dá uma sensação ruim. Aquela sensação de que você não tem a mínima idéia de como sua vida será nos próximos dias. Aquela expectativa se transforma em medo e por um momento, quando você está guardando na mala aquela roupa que usou em uma festa memorável, você pensa em voltar atrás. Em desistir e ficar onde você está, porque não arriscar é mais seguro. Só que eu fui uma pessoa que nunca gostou do seguro mesmo. Sempre gostei do perigo e acredito que a graça de tudo é correr riscos. Mas ainda assim, fazer as malas é ruim. Eu sempre digo que fazer as malas é como pegar suas memórias e guardar numa caixinha, que raramente você vai abrir depois. Porque aqueles momentos não voltarão mais. Aquelas pessoas também não. Estou com uma sensação de nostalgia tremenda e um filme está rondando na minha cabeça. Quando eu cheguei aqui, sem nem conhecer a cidade, pra morar com uma colega do cursinho que hoje é uma amiga. Quando eu era a pessoa mais cheia de sonhos em relação ao curso que ia fazer e que hoje é um martírio. Quando eu tinha medo de não fazer nenhuma amizade e hoje tenho pelo menos três grandes amigas. E pensar que talvez eu não terei nada disso mais me deixa triste. Não quero ter que fechar essa caixinha pra nunca mais abrir. Quero deixá-la entreaberta porque eu sinceramente espero que minha história aqui não tenha acabado. E vou confessar, eu tenho esperança de um dia voltar. Sim, ma fellas, isso mesmo. Não sou de tudo pessimista. Ainda tenho esperança.
"Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia."
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia."
domingo, 13 de setembro de 2009
a change is gonna come.
"Change; we don’t like it, we fear it, but we can't stop it from coming. We either adapt to change or we get left behind. Sometimes the more things change, the more they stay the same."
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