terça-feira, 16 de abril de 2013

all we need is love.



"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida o amor. Que tem que ser vivido até a última gotaSem nenhum medoNão mata....." 
Clarice Lispector


Faz muito tempo que não publico um texto. Não que eu tenha deixado de escrever, mas simplesmente deixei de publicar, por vários motivos que não vem ao caso. Há muito tempo que eu tô engasgada  querendo falar sobre os acontecimentos atuais, porém venho sempre protelando. Só que hoje eu não consegui. E cá estou eu, me aventurando novamente nessa vida de blogueira. Não tenho a pretensão de ser escritora, formadora de opinião ou qualquer coisa desse tipo. Tenho o direito de me expressar - opa, alguém se lembra que isso já foi proibido? A liberdade de expressão já foi limitada e ninguém mais se lembra disso, até porque, no mundo que vivemos é até difícil imaginar uma realidade em que as pessoas não podiam se expressar. Mas esse tempo existiu. Assim como existiu um tempo em que negros não podiam casar com brancos, em que negros não podiam frequentar os mesmos lugares que os brancos, em que mulheres divorciadas e mãe solteiras eram um absurdo e adultério era crime tipificado no Código Penal.

Enfim, o motivo que me levou a começar a escrever isso foi um fato que me deixou muito triste. Dias desses, relembrando a época de adolescência  eu e meu amigo perguntávamos sobre o paradeiro de um colega. Um menino alegre, divertido, bem-humorado e muito engraçado. Ah, também era gay. Com o passar do tempo, perdemos contato com ele. Ninguém nunca mais teve notícias nem ouviu falar. Até que essa semana, fiquei sabendo que ele suicidou há uns três anos. O motivo que o levou a fazer isso eu desconheço. Mas tenho conhecimento que a família não aceitava o fato dele ser homossexual e que a mãe dele chegou a dizer que preferia ter um filho morto do que gay. Quando soube dessa notícia, além do choque inicial de saber de uma tragédia dessas tanto tempo depois, foi a profunda tristeza de saber que ele precisou chegar a esse ponto, pois aqueles que mais deveriam amá-lo não o aceitaram do jeito que ele nasceu.

E aí eu entro onde eu quero chegar. Homossexualidade não é opção, não é escolha. Não é " sem-vergonhice"  nem "falta do que fazer". Ninguém acorda e fala "nossa, hoje estou com uma vontade de ser homossexual." Algumas pessoas nascem brancas, outras pretas, outras heterossexuais  homossexuais, assexuadas, bissexuais. São todos seres humanos. A orientação sexual de uma pessoa não deveria ser o que a define. É apenas uma parte dela. O homossexual sente, chora, grita e também ama. Só que ele ama uma pessoa do mesmo sexo. Sinceramente, que diferença faz? Se é homem ou mulher, são todos seres humanos acima de tudo. Seres humanos adultos e vacinados. Se uma pessoa sabe o que lhe faz feliz, quem sou eu pra julgar? Querer que o casamento gay seja reconhecido perante a lei é reconhecer direitos civis de alguns seres humanos que por acaso amam alguém do mesmo sexo. E pra mim, casamento é baseado em AMOR. O amor, aquele sentimento que todos conhecem. Amor, aquele que quando vem não tem como evitar. Casamento é amor, companheirismo, cumplicidade, querer passar o resto da vida juntos. 

Não estou aqui para rebater argumentos conservadores e batidos que, na minha opinião, são condenatórios e ofensivos. Vou copiar uma frase de um texto de Alexandre Vidal Porto: " Toda superação de preconceitos exige ampliação de conhecimentos." As pessoas tem medo do desconhecido. O discurso de Madonna no GLAAD Awards, resume parte do que eu venho tentando dizer e  fala por mim:

"Muitas pessoas não ficam confortáveis com algo ou com alguém que elas percebam que sejam diferentes delas, e aposto que se nós só tivermos tempo para conhecer um ao outro, fizéssemos a nossa própria investigação, olhasse além da superfície das coisas, iríamos ver que não somos tão diferentes assim.
[...]
tudo é tão absurdo. E colocam tudo em nome de Deus. O que Jesus ensinou? Está em todos os livros sagrados: ame o teu próximo como a ti mesmo. Então, você não pode usar o nome de Deus ou uma religião para justificar atos de violência para machucar, odiar ou discriminar alguém.
[...]
Quando pensamos nas crianças hoje em dia aqui na América que tem sido agredidas, torturadas, sofrendo bullying, que estão tirando suas vidas por se sentirem sozinhas, abandonadas, julgadas e mal compreendidas eu tenho vontade de sentar e chorar sem parar.
E não é diferente de quando uma supremacia branca pendura um negro numa árvore para falar dos direitos civis. Não é diferente do que um membro do Talibã atirar na cabeça de uma garota por ela estar escrevendo um blog sobre a importância (veja só) da educação. Não é pior do que um gay iraniano ser enforcado por estar apaixonado por outro homem."

Não vou entrar no mérito da religião. Como a Madonna disse, está lá no segundo mandamento "Amarás o teu próximo como a ti mesmo
Marcos 12:31"
Eu nunca vou entender porque algumas pessoas simplesmente não aceitam que alguém possa amar uma pessoa do mesmo sexo. Nunca vou entender, porque pra mim toda forma de amor é válida. Quanto mais amor, melhor. Mais amor, por favor. ♥

sexta-feira, 16 de abril de 2010

LMAO

segunda-feira, 12 de abril de 2010

leonina?



Eu gosto de Astrologia. Por isso sempre me interessei por signos. Quando eu era mais nova me achava a típica menina leonina. Gostava de ser o centro das atenções, era extremamente determinada, manipuladora e tomava a frente de todos os projetos que apareciam, porque meu lema era "aparecer". Não sei o que aconteceu que meu "teor" leonino foi diminuindo e eu cheguei a achar que tinha mudado de signo. Aí esses dias conversando com um amigo, ele me falou que eu ainda sou a típica mulher de Leão. Aí eu fiquei intrigada e perguntei o motivo dele estar dizendo aquilo e ele me falou que a minha obsessão pela aparência, pela beleza, por querer que todos me achem bonita acaba me denunciando. O interessante dos signos é que ele não descreve sua personalidade completa, mas sim traços dela. Você não é tudo que seu signo descreve, mas pode ter certeza que em alguns pontos você irá se identificar. Vejamos meu caso por exemplo. Características da mulher leonina que eu preservo:
- Insatisfeita por natureza, nunca se contenta com o que tem.
- A mulher Leão tem um desejo sexual tão intenso que quem a quiser conquistar, tem que ter uma excelente performance. (HAHAHAHA brinks ;) ... NOT)
- Tem uma personalidade forte e não se ajusta ao modelo convencional de esposa submissa, resignada e retraída.
- Os leões facilmente passam dos limites quando se trata de comprar roupas, enfeites para casa ou presentes para os amigos. (/chequeespecial)
- Ela não gosta de familiaridades com estranhos. Embora possa ser brincalhona e surpreendentemente informal com os íntimos, espera que os estranhos se mantenham em seus lugares. (oi? te conheço?)
- Seu estado de ânimo, geralmente alegre e simpático, pode ver-se de pronto arrebatado por um impetuoso ataque de ira, devastador e cruel, ao ponto de poder levá-la a intensas crises nervosas. (coloca intensa nisso aí)
- Extremamente vaidosas e ligando muito para a aparência são caríssimas consumidoras. Adoram coisas raras, exclusivas e griffes. (Comprei um Shampoo de 100 reais sábado passado).
- Espelhos sempre! Se não tiverem um na bolsa, certamente vão parar diante de vitrines, portarias espelhadas para darem uma olhadinha no seu visual. (Quem nunca se irritou com o tanto que eu olho no espelho? hahaha)
Impressionante, né? Eu nunca vou entender Astrologia. Acho que é por isso que me fascina tanto.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Querido blog,
Hoje acordei as 5:00h. Fora eu e os galos do meu Brasil provavelmente as únicas pessoas acordadas eram as sortudas que fazem sexo de madrugada. *Pausa para todos os leitores rirem da minha (falta de?) vida sexual*
Enfim, o que eu quero dizer é que agora eu tenho insônia. Eu não consigo dormir mais de 6h por dia se não for com ajuda de remédios. Euzinha que dormia 14 horas seguidas com facilidade. É como se agora eu fosse sei lá, uma frígida do sono. Como eu não consigo dormir meu nível de stress alcança níveis alarmantes.
Coisas que aconteceram durante a primeira parte do expediente:
- Tentativa frustrada de fugir do chefe logo no início da manhã - CONFERE
- Passar o dia inteiro fazendo o trabalho mais divertido (insira litros de ironia aqui) do mundo inteiro: trabalho administrativo - CONFERE
- Perceber que o chefe atrasou o relógio 15 minutos porque no dia anterior pedi pra sair no meu horário (as 12:00h) e ele disse "Ainda são 10 pras 12:00h". "Não, doutor. No seu relógio já são meio-dia". "Aquele relógio está adiantado". ¬¬ CONFERE
Vou para o horário de almoço, tento dormir e a surpresa: não consigo. Quero ficar sozinha e a casa tem 5469 visitas.
Volto para o expediente e sento numa sala sozinha. Estou mais feliz. Somente eu os passarinhos cantando, um boi berrando e eu me sinto bem pela primeira vez no dia. Parece que durou 2 segundos. Um tempo depois já estou na minha sala chorando litros, com a cara inchada parecendo o Bozo e tudo de ruim que poderia acontecer comigo aconteceu. Inclusive minha cabeça parecer que pesa 300 kg de tanto doer. Tomei neosaldina, melhorei. Agora tô ouvindo música clássica. Queria ver a lua, mas tá chovendo. A lua sempre me faz sentir melhor. Não estou tão tensa mais.
Depois do dia de hoje eu só queria saber onde encontro serotonina em cápsula. Alguém sabe?

ETA:

23:54h: não consigo para de ouvir Sem Mandamentos.

"...Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Eu quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz..."

Nada melhor que música e peosia pra melhorar o dia.

domingo, 4 de abril de 2010




"All these places have their moments

Of lovers and friends I still can recall

Some are dead and some are living

In my life I loved them all
."


Hoje eu estava ouvindo aquela música "There are places I remember" (trecho acima) dos Beatles e fiquei pensando bastante sobre lugares e pessoas. Quando você se acostuma a mudar de cidade num curto espaço de tempo você aprende e se desapegar de lugares. Eu costumo dizer que eu sou uma menina sem rumo, com mala na mão e um monte de lembranças. Quanto mais velho a gente fica, mais a gente percebe que o lugar realmente não importa se você está com pessoas que te fazem sentir bem. Eu acho que tenho alma de cigana. Não consigo me fixar num lugar por muito tempo. Talvez porque as pessoas estão sempre mudando. As amizades mudam, os amores mudam. Nós mudamos. E acho que mudar de lugar faz parte disso também. Eu não quero viver no passado. Eu quero o hoje. Quero o agora. Eu quero o possível, quero a certeza. Não quero mais viver sonhando com o impossível. Não bancarei mais a justiceira. Eu quero a razão.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Je m'appelle, bonjour, je t'aime, un, deux, trois...

Desejos de 2006 [retirados do diário de 2006] :

- entrar na universidade
- começar minhas aulas de espanhol
- estudar
- apaixonar
- emagrecer

Desejos de 2010

- voltar pra universidade
- começar minhas aulas de francês
- estudar
- não me apaixonar
- emagrecer

Continuo querendo perder peso. Até quando eu era magra eu queria emagrecer. Esses dias achei uma foto de 2006 e vi que de fato eu era gostosa. Hoje sou gorda. Daqui 10 anos direi a mesma coisa.
Fiz 6 meses de espanhol e tive que sair porque mudei de cidade. Nunca mais voltei. Quero agora aprender a falar francês. Porque meu cérebro funcionando em inglês realmente não dá. Debussy é Debissí e Givenchy é Jivanxí. Aprendi na marra.

terça-feira, 9 de março de 2010

"E ela não passava de uma mulher... inconstante e borboleta."








8 de março: Dia Internacional da Mulher.


No dia 8 de março de 2006 eu escrevi no meu diário que eu queria ser uma mulher que faz a diferença. Não era um sonho, era um objetivo. Eu era determinada a lutar por aquilo que eu acreditava, independentemente da profissão que eu fosse seguir. Falei de como eu queria ter um pouco de Anita Garibaldi, Joana D'Arc, Virginia Woolf e Clarice Lispector. Naquela época eu costumava admirar e idolatrar as personalidades mais distantes da minha realidade sem me dar conta que eu tinha verdadeiras heroínas bem próximas de mim. Minha bisavó, por exemplo. Ela morreu ano passado aos 94 anos. Em 1947 o marido dela suicidou quando ela estava grávida, ou seja, aos 30 anos ela teve que sustentar uma família de 6 filhos pequenos, 5 meninas e 1 menino. O único filho homem morreu ainda novo. Ela nunca mais se casou e conseguiu criar todas as filhas sem qualquer ajuda masculina. Na década de 80 ela lutou contra um câncer no útero e sobreviveu. Quando eu penso nessa história me dá muito orgulho de ser bisneta de uma mulher tão forte. Uma mulher que, dentro de suas limitações, conseguiu se superar. Construiu uma história que embora não esteja registrada em livros didáticos, está marcada na memória de cada um daqueles que conheceram sua força e presenciaram suas vitórias.Hoje eu sei que não preciso ter um pouco de Anita, Joana, Virginia e Clarice porque eu tenho um pouco de Hilda.

Todos nós passamos por situações em que chegamos a pensar que não vamos conseguir sobreviver. E para nosso próprio espanto a gente sobrevive apesar de tudo.