terça-feira, 9 de março de 2010

"E ela não passava de uma mulher... inconstante e borboleta."








8 de março: Dia Internacional da Mulher.


No dia 8 de março de 2006 eu escrevi no meu diário que eu queria ser uma mulher que faz a diferença. Não era um sonho, era um objetivo. Eu era determinada a lutar por aquilo que eu acreditava, independentemente da profissão que eu fosse seguir. Falei de como eu queria ter um pouco de Anita Garibaldi, Joana D'Arc, Virginia Woolf e Clarice Lispector. Naquela época eu costumava admirar e idolatrar as personalidades mais distantes da minha realidade sem me dar conta que eu tinha verdadeiras heroínas bem próximas de mim. Minha bisavó, por exemplo. Ela morreu ano passado aos 94 anos. Em 1947 o marido dela suicidou quando ela estava grávida, ou seja, aos 30 anos ela teve que sustentar uma família de 6 filhos pequenos, 5 meninas e 1 menino. O único filho homem morreu ainda novo. Ela nunca mais se casou e conseguiu criar todas as filhas sem qualquer ajuda masculina. Na década de 80 ela lutou contra um câncer no útero e sobreviveu. Quando eu penso nessa história me dá muito orgulho de ser bisneta de uma mulher tão forte. Uma mulher que, dentro de suas limitações, conseguiu se superar. Construiu uma história que embora não esteja registrada em livros didáticos, está marcada na memória de cada um daqueles que conheceram sua força e presenciaram suas vitórias.Hoje eu sei que não preciso ter um pouco de Anita, Joana, Virginia e Clarice porque eu tenho um pouco de Hilda.

Todos nós passamos por situações em que chegamos a pensar que não vamos conseguir sobreviver. E para nosso próprio espanto a gente sobrevive apesar de tudo.

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