domingo, 29 de novembro de 2009

I have officialy gone mental.
1- Having hallucinations.
2- Waking up in the middle of the night (to be more specific, 1:00 AM), crying like crazy because I can't sleep.
3- Last but not least, obsessed over a forbidden man. When I say forbidden, I mean it. Really.

I feel like I'm so crazy right now that I'll never find my way back to "normality".

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

"...And letting someone in means abandoning the walls you’ve spent a lifetime building."



Uma vez me disseram que eu existo atrás de muralhas. Nunca me identifiquei tanto com uma definição sobre minha existência quanto essa. Passei a vida inteira construindo muros ao meu redor. Verdadeiras muralhas. O meu "eu", minha essência, é como se estivesse escondida atrás de inúmeras paredes que ninguém nunca terá acesso. O problema de criar todas essas barreiras acontece quando as pessoas tentam ultrapassá-las e eu tenho medo de onde elas podem chegar. Tenho medo de deixar alguém entrar, bagunçar tudo e simplesmente sair deixando tudo destruído. Muitas pessoas diriam que gostam da bagunça. Eu não. Ela me assusta. Por isso que quando existe a possibilidade de alguém quebrar um dos muros eu me apavoro e coloco cadeados, cercas e alarme. Fico em alerta só com a possibilidade de algúem tocar a campanhia. A verdade é que eu não quero que ninguém destrua meus muros, eu mesma quero derrubá-los. O problema é saber como. Cada vez que eu tento derrubar um, acabo construindo mais dois. E sabe qual a ironia disso tudo? Eu sou claustrofóbica. Ainda bem que existem as janelas.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

The struggles I'm facing
The chances I'm taking
Sometimes might knock me down But
no, I'm not breaking
I may not know it
But these are the moments that I'm gonna remember most
Just gotta keep going
and I
I gotta be strong
Just keep pushing on




I need to break the walls I've built all these years. It's not even fun. Any suggestions?




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PS: yes, I listen to Miley's songs. LMAO

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

if you wanna make the world a better place, take a look at yourself, and then make a change.

Eu sempre fui apaixonada pela cultura pop. E sempre assumi isso. Detesto quem diz que pop não é cultura. "Ahh, não gosto de produtos midiáticos. Tudo feito para ganhar dinheiro. Eu gosto é de arte. Gosto do mundo alternativo". Tenho preguiça dessas pessoas porque oi? Arte é subjetivo minha gente.
Cresci perto da Bahia, logo sei a letra da maioria das músicas de axé quase que por instinto. Meu tio era corno e nas reuniões de família gostava de ouvir "...eu sou um morango aqui do Nordeste...".Meu pai nasceu na roça, só assiste Globo (único canal que tinha sinal). Minha mãe cresceu numa cidade com, sei lá, dois habitantes. Ouvia o que tocava na rádio na época. Aí eu cresci assistindo novela.Amava novela mexicana (Paola Bracho é diva!). Depois virei cinéfila, comecei a ter acesso a internet e descobri meu mundo. Amo cinema. Amo música. Amo seriados. Moulin Rouge. Madonna. Grey's Anatomy. Sex & the city. Friends. Cultura pop. Isso faz de mim uma ignorante? Claro que não. Gosto de ler livros da Sophie Kinsella, queria ser um personagem escrito por ela. Mas também já li livros de Machado de Assis, Clarice Lispector, Guimarães Rosa e Virginia Woolf. Já assisti filme do Lars Von Trier. Aliás, tenho até o DVD. Já vi filme da Tchecolosváquia, filme falado em português arcaico, filme coreano. E posso gostar também dos blockbusters americanos, porque não?
Ontem eu fui ao cinema ver That's it. Últimos ensaios do rei do pop, Michael Jackson. Não vou ser hipócrita e dizer que eu cresci amando MJ porque é mentira. No auge da carreira dele eu ainda nem tinha nascido. Quando eu era criança ele lançou alguns Cds. Na minha adolescência foi quando os escândalos surgiram. E era basicamente isso que eu sabia sobre ele: que ele era um louco que outrora fizera um sucesso incrível. Vou confessar: foi só depois que ele morreu que eu corri atrás do trabalho dele. Claro que eu já conhecia várias músicas e clipes e coisa e tal mas foi preciso o astro morrer pra eu passar a apreciá-lo como de fato ele merecia (e ainda merece.) Como disse Madonna, "sua música possuia uma camada extra de uma magia inexplicável que não só fazia você querer dançar, mas que na realidade conseguia fazer você acreditar que era capaz de voar, de ousar sonhar, de ser tudo o que quisesse ser." E o fato da gente ter deixado um artista de 50 anos, morrer na nossa frente enquanto ficamos ocupados fazendo julgamentos mostra o quanto o mesmo mundo que lhe acolhe pode lhe virar as costas em dois segundos. Ainda nas palavras de Madonna "...nós o havíamos abandonado. Havíamos permitido que aquela criatura magnífica que um dia agitou o mundo caísse enquanto ele tentava construir uma família e reconstruir sua carreira. Estávamos ocupados demais fazendo julgamento. A maioria de nós lhe deu as costas." Claro que não acho que MJ era um anjo. Mas não sou eu quem vai julgá-lo pelas suas escolhas na vida pessoal. O que eu posso falar com certeza é que ele era um gênio. E hoje é uma lenda.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

knowing is better than wondering.

Não existe uma frase mais equivocada do que a famosa "eu conheço fulano". Equivocada porque você pode até saber quem é fulano, ou pelo menos achar que sabe quem é, mas conhecer ninguém conhece. A verdade é que por mais que você acha que conhece alguém, ninguém conhece ninguém. Me disseram uma vez que a gente costuma criar máscaras pra conviver com as pessoas. Porque conviver é isso. Você se "adapta" aos outros numa tentativa de agradar quem está por perto. E você é você de verdade somente quando está só. Mas eu devo ser um ser estranho porque eu simplesmente não consigo. Ou sei lá, devo ser egoísta mesmo. Porque se beltrano gosta de falar sobre política, e pra conversar e agradar beltrano eu preciso falar sobre política eu prefiro nem tentar. porque 1- eu odeio política e 2-não vou fingir que gosto de política pra agradar ninguém. Nem Lula, nem Barack Obama. Eu costumo dizer que eu sou isso aqui. Sou obversadora, presto atenção em detalhes que passam desbercebidos pela maioria. Na maioria das vezes vivo com um sorriso estampado no rosto, mas sou misteriosa. Carrego vários segredos. Uma das frases que eu mais gosto é "there are more things in heaven and earth, Horatio, than are dreamt of in your philosophy" (Hamlet, William Shakespeare). Sou ansiosa. Aprendi a ser paciente. Sei a hora certa de ficar calada. Sou extremamente desajeitada com as "coisas do coração". Acredito que eu não nasci pra sentimentos, mas pra pensamentos. Apesar de tentar me convencer que sou cérebro, muitas das minhas atitudes me mostram que eu sou coração. Tenho vários sonhos e vivo pra realizá-los. Eu não costumo dizer que sou inteligente, prefiro dizer que "não sou burra". Não me acho bonita, fico desajeitada com elogios. Quando alguém me diz que sou bonita eu não acredito. As pessoas que eu considero podem ter certeza que se estão ao meu lado é porque eu gosto de verdade. Chego a ser anti-social na minha luta de tentar ser quem eu sou constantemente. Porque se a vida é um grande teatro eu prefiro ficar na direção. Não sirvo pra ser atriz. E sou uma grande apaixonada pelas artes cênicas. E viver vendo as pessoas finjirem ser aquilo que não são é, antes de dramático, uma comédia. Porque existem péssimos atores. Por isso eu digo, você não conhece ninguém. Porque você nunca sabe quando o ator entra e o personagem sai.

sábado, 24 de outubro de 2009

sweet is revenge--especially to women.

Amor,
foi maravilhoso passar esse final de semana com você. Já estou morrendo de saudades. Cada dia que passa tenho mais certeza que você é o amor de minha vida. Quando penso no futuro penso em você.
Te Amo.
Cecília

Cecília,
desculpa mas não dá. Não sou bom o bastante pra você. Você merece coisa melhor. Estamos em momentos diferentes de nossas vidas. Tô me sentindo um canalha. Mas acredito que é melhor assim, não quero vê-la sofrer. Desculpa.

Antônio querido,Justificar
eu já sabia que você era um canalha. Você se acha esperto mas eu sou mais. Sua esposa cuja existência você ocultou, já deve ter em mãos cópias de nossos e-mails, das fotos de nossa última viagem e a nota fiscal daquela jóia que você comprou pra mim no cartão de crédito dela. Boa sorte com o advogado. Vai logo arrumando um emprego porque você está prestes a voltar pra seu habitat natural: a merda.

~~

À todos os canalhas do mundo: Crescei-vos e não multiplicai-vos.

domingo, 4 de outubro de 2009

Over the sea and far away
She's waiting like an iceberg
Waiting to change
But she's cold inside
She wants to be like the water

Volta e meia acontecem coisas comigo que eu não consigo explicar. Reações exageradas que eu não consigo controlar. Eu recebo uma notícia ruim e ao invés de me abalar emocionalmente e ficar triste, eu geralmente começo a ficar enjoada, fazer vômito, ficar tonta e sentir vontade de desmaiar. Quando estou sob pressão desenvolvo todo tipo de doença, de um simples resfriado, passando por alergia e amigdalite até conjutivite e herpes. E hoje não foi diferente. Foi uma cena um tanto patética. 800 pessoas em posição de "sentido" e eu fazendo vômito, tonta, querendo desmaiar quando um monitor veio correndo e segurou meus braços e me arrastou enquanto um enfermeiro vinha correndo pra me atender. Dezenas de pessoas olhando pra mim com muita pena e mais outra dezena perguntando o que eu tinha. Em dois minutos me diagnosticaram com gravidez, dor de barriga, diarréia, fome e outras coisas do gênero. Mas só eu sabia o que eu tinha. São sintomas que eu desenvolvo quando recebo notícia ruim. E isso vem acontecendo com mais frequência ultimamente. E a notícia nem foi grave assim. Imagina quando eu receber uma notícia que seja realmente grave? Meu cérebro vai derreter? Vou vomitar meus rins? Vou ter uma convulsão? Preocupada com essas reações adversas eu conversei com minha professora que é psicóloga e não deu outra: ela disse que eu tenho alguma coisa lá usando termos da psicologia e que tem cura, basta eu fazer terapia.
Eu não tenho preconceito com terapia. De forma alguma. Mas eu queria poder resolver meus problemas sem ter que precisar de um profissional, sabe? Eu sempre odiei ir em médicos, só vou quando a dor está insuportável. Odeio remédios. Enfim, odeio essa sensação de inutilidade. Parece loucura?
Divã, aqui vou eu.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

cotidiano

olhar. sorriso. interesse. encontro. conversa. afinidade. beijo. arrepio. carinho. chocolate. flores. romance. suspiros. sexo. intimidade. orgasmo. paixão. cumplicidade. confiança. te amo. paixão. ciúmes. discussão. desconfiança. mentira. briga. raiva. desinteresse. choro. lágrimas. adeus. fim.


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não necessariamente nessa ordem.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

drowning on dry land.

uma vez eu estava na praia com meus primos, todos mais velhos que eu e a gente estava no mar. Eu sempre fui pequenininha e mais nova. Aí meus primos que eram os 'descolados' resolveram ir mais pro fundo e eu fui junto. Só que ninguém sabia que eu não estava alcançando mais o fundo, eu estava na iminência de afogar quando eles resolveram nadar pra outro lugar e eu, claro, não consegui acompanhar. Todos saíram felizes de onde estavam, rindo e fazendo piadas e eu fiquei lá sozinha. Afogando. Ninguém me viu. Ou ninguém fez questão de me procurar. Foi quando por sorte minha mãe saiu desesperada da areia gritando com chapéu na mão e foi me buscar. E pra fingir que eu não estava afogando eu simplesmente disse "mãe, que besteira, claro que eu não estava afogando". Eu estou me sentindo assim agora. Como se eu tivesse afogando e ninguém me visse. Mas não é a sensação de afogar em água, é afogar em terra seca. Eu estou afogando e aqueles que estão (estavam?) perto de mim e supostamente deveriam estar ao meu lado estão saindo um a um, rindo e fazendo piadas, enquanto eu fico aqui parada na esperança que alguém um dia me veja e venha me salvar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

"mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está..."


Eu tenho vivido pra fazer malas. Nos últimos três anos eu tenho literalmente vivido pra fazer malas. Há muito tempo que eu não tenho um lugar pra chamar de "casa" mais. E toda vez que eu faço as malas me dá uma sensação ruim. Aquela sensação de que você não tem a mínima idéia de como sua vida será nos próximos dias. Aquela expectativa se transforma em medo e por um momento, quando você está guardando na mala aquela roupa que usou em uma festa memorável, você pensa em voltar atrás. Em desistir e ficar onde você está, porque não arriscar é mais seguro. Só que eu fui uma pessoa que nunca gostou do seguro mesmo. Sempre gostei do perigo e acredito que a graça de tudo é correr riscos. Mas ainda assim, fazer as malas é ruim. Eu sempre digo que fazer as malas é como pegar suas memórias e guardar numa caixinha, que raramente você vai abrir depois. Porque aqueles momentos não voltarão mais. Aquelas pessoas também não. Estou com uma sensação de nostalgia tremenda e um filme está rondando na minha cabeça. Quando eu cheguei aqui, sem nem conhecer a cidade, pra morar com uma colega do cursinho que hoje é uma amiga. Quando eu era a pessoa mais cheia de sonhos em relação ao curso que ia fazer e que hoje é um martírio. Quando eu tinha medo de não fazer nenhuma amizade e hoje tenho pelo menos três grandes amigas. E pensar que talvez eu não terei nada disso mais me deixa triste. Não quero ter que fechar essa caixinha pra nunca mais abrir. Quero deixá-la entreaberta porque eu sinceramente espero que minha história aqui não tenha acabado. E vou confessar, eu tenho esperança de um dia voltar. Sim, ma fellas, isso mesmo. Não sou de tudo pessimista. Ainda tenho esperança.

"Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia."
Fernando Pessoa

domingo, 13 de setembro de 2009

a change is gonna come.

"Change; we don’t like it, we fear it, but we can't stop it from coming. We either adapt to change or we get left behind. Sometimes the more things change, the more they stay the same."

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

brilho eterno de uma mente sem nada.

cansei de epígrafes em inglês. Aliás, cansei de epígrafes. Estou aqui sentada em frente ao notebook desejando que minha cabeça funcione normalmente, que eu tenha alguma coisa pra pensar, mas minha mente está vazia. Empty. Vide. Vacío.
Durante essas minhas viagens ao longo da semana (pelos meus cálculos rodei aproximadamente 1110 km ente idas e vindas e pelo menos mais 1130 km me esperam nos próximos dias) eu percebi que quanto mais você quer esquecer uma coisa, mais essa coisa te persegue. Vejamos um exemplo: Você não suporta o Matheus. Quer esquecer que o Matheus existe. De repente, pra todo canto que você olha, está escrito esse maldito nome. Todos os estabelecimentos comerciais se chamam Matheus. "Oficina Matheus", "Matheus Autopeças", "Matheus Veículos" e por aí vai. O homem que senta ao seu lado no ônibus chama-se Matheus. Desse jeito como é possível esquecer que o Matheus existe se ele passa a te perseguir? Como parar de pensar em alguma coisa quando o acaso não ajuda? Antes você nem reparava que o Matheus era onipresente. No momento que você quer esquecê-lo, ele está em todo lugar. Merda. Isso é uma merda completa. Pelo menos até hoje nunca quis esquecer que as baratas existem.
Queria ser a Clementine (foto) de "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças". Aliás, aquele tratamento experimental¹ do filme deveria ser gratuito, sabe? Ser incluído no plano de saúde ou oferecido de graça pelo governo numa campanha tipo "Fome Zero". Que tal "Memória zero"? Aposto que teria uma fila de espera mais disputada do que vaga por leito no SUS.
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Acho que eu vou pensar duas vezes da próxima vez que eu reclamar de tédio. Parece que quando as tarefas aparecem, elas vêm todas de uma vez. Ficar me desdobrando e correndo atrás de inúmeros documentos em diversos lugares diferentes e em duas cidades pequenas é cansativo. Agora experimente fazer isso numa capital. Resultado: quase morri atopelada. Eu demoro a acostumar com a agessividade das cidades grandes. E pensar que vou passar por isso de novo em breve me dá agonia.
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E hoje eu ganho o prêmio de "Texto sem coerência" do ano. Acho que nem se eu acidentalmente batesse as mãos no teclado e escrevesse aoidhaosdhaosudhs ganharia do texto acima. Porque nem eu sei porque eu escrevi isso tudo. Nem sei pra quem. Mas dizem que o barato é isso né? Escrever sem por quê nem pra quê. Só escrever.

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¹ pra quem não tem idéia do que seja o tratamento experimental do filme "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" eu explico: é um tratamento que a pessoa se submete em que certas memórias são apagadas pra sempre. No filme é possível apagar uma pessoa completamente, como se ela nunca tivesse existido. Ótimo filme. Recomendadíssimo.

PS: os nomes usados nesse texto são fictícios. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência (ou não?).
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

"Doesn’t matter how tough we are, trauma always leaves a scar. It follows us home, it changes our lives, trauma messes everybody up, but maybe that’s the point. All the pain and the fear and the crap. Maybe going through all of that is what keeps us moving forward. It’s what pushes us. Maybe we have to get a little messed up, before we can step up."

Eu já quis ser uma pedra, uma árvore. Uma vez eu vi um filme em que um vírus destruia tudo aquilo que faz uma pessoa ser um ser humano. Eu já quis ter esse vírus. Já desejei ser um robô. Queria ter um botão escrito "desliga". Queria não sentir nada, absolutamente nada. Eu não tenho medo da morte, tenho medo da vida. E medo do que a vida reserva pra gente, e do que pode acontecer. Um amigo meu me disse uma vez que a vida é triste e que temos alguns breves momentos de felicidade. Mas chega uma época que você está tão infeliz que não consegue apreciar os momentos bons, ou supostamente bons. O problema disso tudo é que você acaba se acostumando com a dor, porque quando a gente menos espera, a vida nos reserva mais, não dá nem tempo de cicatrizar.


[... to be continued]

segunda-feira, 17 de agosto de 2009




" Man must be disappointed with the lesser things of life before he can comprehend the full value of the greater. "

Edward G. Bulwer-Lytton

Dizem que a decepção acontece de várias maneiras, mas eu só acredito em duas: aquela que você sente com você mesmo e aquela que você sente com os outros.
A decepção com os outros surge quando o outro não alcança suas expectativas, mesmo quando elas são pequenas, mesmo quando elas são mínimas. E isso vai se repetindo. De novo e de novo. Aí chega um ponto em que você simplesmente para de acreditar nas pessoas, para de acreditar que elas podem fazer melhor. Você apenas desiste. E desistir significa que você fez tudo que pôde, mas descobriu que não importa quantas vezes você tentou ou o esforço que você fez, alguns simplesmente não se importam.
Talvez o negócio seja não esperar nada de ninguém mesmo. "Expect nothing and accept everything and you will never be disappointed. "¹


¹ Laurence Overmire

terça-feira, 11 de agosto de 2009

20




hoje eu oficialmente deixo os teen ages pra trás. Dos meus amigos só faltava eu. A última dos moicanos.
Estou deixando a fase das descobertas no passado. Quando tudo era empolgante e cada experiência era uma emoção diferente. A alegria inocente de uma menina que vivia cheia de sonhos e esperança deixa lugar pra uma mulher que descobriu que a vida pode ser mais dura do que a gente consegue imaginar, pode ser mais dramática do que a gente consegue suportar e quando a gente menos imagina, pode se complicar ainda mais.

[..]

"We do not grow absolutely, chronologically. We grow sometimes in one dimension, and not in another; unevenly. We grow partially. We are relative. We are mature in one realm, childish in another. The past, present, and future mingle and pull us backward, forward, or fix us in the present. We are made up of layers, cells, constellations. ¹ So, no matter how much we grow taller, we grow older, we are still forever stumbling, forever wondering, and in some ways, forever young."²


Por isso, no fundo acho que serei sempre uma menina.

[..]

¹ Anais Nin
² Grey's Anatomy

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

"How do you know when how much is too much? Too much too soon. Too much pain. Too much to ask... And when is it all just too much to bear?"
MG, GA

i've been told since i was a little girl that thinking is what changes our lives. think. use your brain. be smart. well, the first time in my whole life i had to use my body for a change, i failed. and i cannot face failure. people expect you to be great in everything but they don't even ask you what do YOU want for your life. nobody ever asked me if i wanted that thing in the first place, they all just went 'woah, you are a loser'. how am i supposed to meet everyone's expectations when i have none? i lost my dreams. i lost hope. i cannot make plans for future because i think maybe i won't be here by this time tomorrow. if you are reading this and by any chance you find my dreams somewhere, please tell them to come find me.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."
Carlos Drummond de Andrade

Três dias atrás eu visitei minha bisavó que está doente numa cama. Ela tem 94 anos. Sentada ali observando-a por uns instantes, fiquei pensando o que é viver quase um século. Há 94 anos Frank Sinatra e Ingrid Bergman nasceram. Hoje eles são lendas. A Primeira Guerra Mundial que durou 4 anos, estava na metade. Minha bisavó viveu o livro de História Contemporânea. Aqueles eventos que eu era fascinada e via como coisas muito distantes, estavam tão próximos de mim e eu nunca percebi, porque minha bisavó viu A Segunda Guerra Mundial começar e acabar, viu Hitler ser derrotado, viveu a Guerra Fria, viu aqueles que tinham sua idade virarem lembranças. E viver é isso. É ver o tempo passar diante de você. É rir, chorar, sofrer, amar e continuar de pé no fim das contas. Por que a única certeza que temos é o tempo. E o tempo não perdoa. O tempo voa, não espera, cura todas as feridas. Tudo que a gente quer é mais tempo. Tempo para levantar, tempo para crescer, tempo para mudar. Um dia você percebe que não há tempo suficiente, porque você quer viver pra sempre. Ou você percebe que o tempo passou e você nunca mais terá aquela chance de fazer o que você quis loucamente, mas por algum motivo não fez. E depois você percebeu que aquele motivo era banal. Como os filósofos e poetas já disseram, viva agora. Como Beijamin Franklin disse, 'nunca deixe pra amanhã o que você pode fazer hoje'. Por quê o maior fracasso, o mais irretratável erro é melhor do que o inferno de nunca ter tentado. Um dia você percebe que sua vida está acontecendo agora e quando você piscar ela já passou.
[...]

Daqui quinze dias eu faço 20 anos. E às vezes tenho a sensação que já vivi 40. Outras vezes sinto que ainda sou uma criança de dez. Dizem que a partir dos vinte, surgem as primeiras rugas e a partir daí não param mais. Eu quero envelhecer e olhar no espelho e ver minhas rugas e poder dizer que elas estão lá porque eu vivi. Quero poder dizer que eu passei pela vida ao invés de dizer que ela passou por mim.



domingo, 26 de julho de 2009




"A wise man once said – 'You can have anything in life if you’re willing to sacrifice everything else for it'. What he meant is nothing comes without a price. So before you go into battle, you better decide how much you’re willing to lose. Too often going after what feels good means letting go of what you know is right. And letting someone in means abandoning the walls you’ve spent a lifetime building. Of course the toughest sacrifices are the ones we don’t see coming. When we don’t have time to come up with a strategy to pick sides… or to measure the potential loss. When that happens, when the battle chooses us, and not the other way around, that’s when the sacrifice can turn out to be more than we can bear."

segunda-feira, 20 de julho de 2009

dia do amigo

eu tenho os melhores amigos do mundo. Nesse aspecto eu sempre digo, eu sou a pessoa mais sortuda que possa existir porque eu tenho os melhores amigos do universo. Aos meus amigos, obrigada por serem meus amigos, obrigada por me aturar, me perdoar, me entender, me abraçar, rir de mim e pra mim, me fazerem mais feliz. Feliz Dia do Amigo!

terça-feira, 14 de julho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

dreams vs. nightmares


lately i've been thinking a lot about dreams. you know when you were a lil' kid and you KNEW all your dreams would come true? a fairy would come around and you'd get that princess dress and a castle and prince charming would come to rescue you. except for the fact that i've never been that girly girl and prince charming was nowhere near to be seen in my dreams. i was the lonely fashionista princess in my fancy castle having wild parties with my friends .lol. ok time goes by, the fairy tales disappear, the dreams vanish and as we get older we just stop dreaming of dresses and princes. 5 years ago i thought i'd get in law school, i'd love it and you know i'd be the one to beat and probably i'd become a prosecutur by the age of 28. then, everything would come around - the house, the car, the boyfriend-to-be-husband. now i'm about to turn 20 and i loathe law college. ok i HATE it. i don't see myself working with anything related to it in future. i'm living in a city where winter IS actually winter and it's so damn cold. i HATE cold. my face freezes and i don't even have proper clothes coz my whole life i lived in hell extension. so here i am with no ambition, coz i can't really give up college. it took me so long to get into it and resources, time, money and energy. so basically i'm sitting here in front of this notebook writing about how i have no dreams whatsoever. because i don't have any plans. i'm going where life takes me and i'm making no effort to change the direction. if someone told me i'd be like this 5 years ago i'd say 'bullshit'. life does really have its tricks, doesnt it? like meredith would say, there's no happy ever after, there's happy right now. this is the dream i once had and it clearly became a nightmare, so please i wanna wake up, NOW! it's the nightmares that always seem to become reality - maybe because when we are living a dream we don't realize it, or when we do, it's too late because we are already awake.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

- será que é possível crescer?


Quando eu era criança, eu sempre sonhei em sair de casa. Sabe aquele sonho de que minha vida seria melhor numa cidade grande e colorida? Ir pra bem longe, me "libertar". Mal sabia que já era livre e me recusava a voar. Saí de casa aos 17 anos, achando que ficar longe de minha família e dos meus amigos era um grande amadurecimento, nunca pensei que o sofrimento viria junto. Eu sei que tem toda aquela coisa que um dia você vai sair de casa de qualquer jeito, mas sair de casa não quer necessariamente dizer ficar longe de quem você ama, não é mesmo? Desde então meu sonho é voltar pra casa. Muitas coisas aconteceram, mas lá eu sei que será o lugar que eu poderei voltar sempre e que me receberão de braços abertos. Aprendi que a vida é muito curta pra ficar longe. Aprendi também que nunca estou satisfeita onde estou, porque estou numa constante busca. Mas essa busca não é exterior, é interior e eu demorei muito pra perceber isso. De que adianta você ir a Paris ou Londres sozinho? Nada. Eu depositei um pouquinho de mim em cada pessoa que eu amo, portanto eu estou espalhada por aí. Meu sonho é um dia conseguir juntar todos esses pedacinhos de novo.
"Ouvi falar que é possível crescer - eu só nunca conheci ninguém que realmente tenha crescido." ¹ A verdade é que os anos passam mas eu ainda sou uma criança de vestido rodado num parquinho, procurando sempre alguma coisa que as vezes nem eu sei o que é.


¹" I've heard that it's possible to grow up, I've just never met anyone who's actually done it." - MG, GA

sexta-feira, 12 de junho de 2009

como seria um dia dos namorados perfeito?

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
coitado do Robison.

terça-feira, 9 de junho de 2009

- do you believe in love? ♥





"Na maior parte do tempo, o amor é uma questão de escolhas. É questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz... na maior parte do tempo. E às vezes, apesar de todas suas melhores escolhas e intenções... o destino vence de qualquer forma." ¹

MG, GA

Escolhi esse post pra falar de amor. Sim, eu não sei definir amor, então digitei no Google. A Wikipedia em inglês define (tradução livre): "A palavra amor pode se referir a diferentes sentimentos, estados e atitudes, desde prazer comum a intensa atração. Essa diversidade de usos e significados, combinados com a complexidade de sentimentos envolvidos, faz do amor difícil de definir consistentemente, mesmo comparado a outros estados emocionais". Viu? É difícil definir. E não sou eu que vou ter a audácia de tentar fazê-lo aqui.

[...]

Eu sou uma pessoa que não acredita em amor. Pelo menos não aquele amor do tipo eu-morro-por-ele-Romeo- e-Julieta. Aí as pessoas me dizem "você diz isso porque nunca amou ninguém". Isso é a mais pura verdade. Mas fato é que eu também nunca conheci ninguém que ame assim. Amor pra mim é algo como filosofia. Você estuda, mas na verdade sabe que não passa de teoria. E aqueles que dizem que você só tem um grande amor a vida inteira? Conversa fiada. Você tem quantos amores quer ter, é uma questão de escolhas. Por isso eu sou fã daquele verso de Cazuza "...adoro um amor inventado". Por que pra mim amor é isso, uma invenção que só existe na sua cabeça. Quase uma alucinação.

[...]

Mas mesmo assim eu sou romântica no meu jeito esquisito de ser. Ainda choro com Moulin Rouge depois de ter visto mais de cem vezes e suspiro igual uma imbecil em cada declaração de amor feita em Grey's Anatomy. Então, não estou tão perdida assim não é? Se acredito em amor na ficção já é um grande passo pra eu não me tornar uma velha cética e só. Existe uma lei da física que diz que quando você corre atrás de uma coisa, ela tende a correr de você e pegar a direção oposta. Se for assim, prefiro ficar parada onde estou, é mais confortável. Definitivamente não nasci pra essas coisas do coração.


¹ "...for the most part, love is about choices. It's about putting down the poison and the dagger and making your own happy ending...most of the time. And that sometimes, despite all your best choices and all your best intentions... fate wins anyway."


sábado, 6 de junho de 2009

árvore genealógica e seres de outra espécie.



Estou no meio de uma aula de História do Direito. Cheguei atrasada como sempre e dessa vez, apenas exatos 60 minutos de atraso. Meu (des)interesse pelo Direito pode ser tema de uma monografia, mas não é sobre isso que eu quero falar hoje. Um grupo está apresentando um trabalho sobre o tema Direito de Família. A palavra FAMÍLIA está no telão, enorme, na minha frente. Sim, fui obrigada a sentar na primeira cadeira, ao lado do professor, porque as disputadas carteiras ao fundo, onde eu posso passear sozinha em meu planeta ouvindo meu mp4 estão todas ocupadas. E agora vocês perceberam que eu não consigo manter um foco. Eu avisei. Enfim, meu ponto é que eu quero falar sobre família.

Quando eu era criança, era bem próxima da família do meu pai. Ia a todos os eventos, todos os Natais, todas as Páscoas. Tinha trezentos primos mais ou menos da mesma idade e a gente se divertia. Por um motivo, que eu não sei ao certo qual seja, na medida em que fui crescendo, fui me afastando deles. Acho que nossos objetivos de vida e nossas convicções começaram a se divergir drasticamente. Quero deixar claro que isso não muda o fato de que eu gosto deles. Pelo menos alguns. E a ligação por sangue acaba me obrigando a não gostar dos outros, mas pelo menos me importar. É família, pôxa. A gente não abandona assim sem nenhuma explicação. Além disso, pra mim o conceito de família não se resume a uma cadeia de DNA compartilhada. “Existe um provérbio antigo que diz que você não pode escolher sua família. Você aceita o que o destino lhe dá. E goste deles ou não, ame-os ou não, entenda-os ou não, você se adequa a eles. E também existe a escola de pensamento que diz que a família que você nasce é simplesmente o ponto de partida. Eles te alimentam, te vestem, cuidam de você até você estar pronto para cair no mundo e encontrar sua própria tribo.” ¹ Admito que nesse aspecto, eu sou híbrida. Acredito que família, além de ser aquela que o destino lhe dá, é aquela que você encontra depois de cair no mundo. Aceito família num conceito amplo. Por isso eu digo que eu tenho pelo menos mais três irmãs e mais um monte de primos e tias com sobrenomes diferentes do meu. O lado bom disso tudo? Você quem escolhe as pessoas que quer na sua vida, depende unicamente de você. Lado ruim? Você nunca sabe o quanto os outros te consideram. E a única saída é assumir o risco. Se um dia eles te abandonarem você vai saber que no fim das contas, aquela que era sua irmã, não passava de um parente distante. E “parente” é tudo igual mesmo. Agora, se eu vou quebrar a cara com a escolha de minha família alternativa? Só o tempo dirá. Adianto que o lado “quebrar a cara” já tem uma torcedora: minha mãe. Ela que vive me dizendo “você gosta muito mais das pessoas do que elas gostam de você”. Espero prová-la errada um dia. Espero que eu nunca tenha que dizer aquele chavão “bem que minha mãe me avisou”.



¹ There's an old proverb that says you can't choose your family. You take what the fates hand you. And like them or not, love them or not, understand them or not, you cope. Then there's the school of thought that says the family you're born into is simply a starting point. They feed you, and clothe you, and take care of you until you're ready to go out into the world and find your tribe.” Meredith Grey - Grey’s Anatomy

quarta-feira, 3 de junho de 2009

wish me good luck.

Eu nunca fui do tipo de pessoa de escrever. Escrever textos grandes, bonitos, eu digo. Sempre gostei de lê-los e até tentei, diga-se de passagem, me tornar uma daquelas escritoras que transformam a vida chata e rotineira em textos filosóficos. Lembro-me bem quando comprei uma agenda-diário para registrar minhas divagações. Hoje quando pego pra ler, vejo que a frequência com que escrevia, passava longe de diária. As simples anotações que fazia, eram quais filmes eu tinha visto no fim de semana e um "ótimo", "ruim" ou "lindo!!!1" em seguida. Quando resolvia escrever sobre aquele garoto que eu tinha dado uns beijinhos (ah, saudades da época em que se meter em confusão, era beijar o ficante de sua prima e isso era o fim do mundo - mas isso já é assunto pra outro post) era tudo em inglês, porque eu sabia que minha mãe ia ler tudo e eu certamente não queria que ela soubesse em quem eu estava interessada ou quem eu tinha beijado na última festa.
Fora essa tentativa frustrada de me tornar uma Anne Frank do século XXI, o máximo que escrevia eram textos grandes, enormes e cheios de blablablá para treinar pra redação do vestibular. Lembro-me que não faz muito tempo, uma professora mal educada foi corrigir um texto meu e disse que eu era "porca" e não tinha "classe" com as palavras. Na hora que ouvi isso, foi pior que um tiro no peito (ok, admito que nunca levei um tiro no peito, mas posso imaginar como seja) e eu que me considerava forte e inabalável (pelo menos tentava me convencer disso), não consegui conter minhas lágrimas e chorei ali mesmo. Sentindo-me talvez o ser humano mais estúpido da face da Terra, recolhi meu texto e minha insignificância e não fiz mais nenhuma redação aquele ano, até o dia do vestibular. Depois fiquei sabendo que minhas redações nem eram tão ruins assim, porque aqueles professores eram pagos para destruir nossa autoestima e depois do resultado das provas tive certeza que definitivamente não sou burra como eles me faziam acreditar.
Agora estou aqui em mais uma tentativa de escrever. Não digo escrever coisas que não me interessam como faço nas provas da faculdade, mas sobre meus pensamentos e minha vida. Já digo logo que minha vida é um tédio, mas meus pensamentos podem até ser interessantes, dependendo do seu grau de paciência. Explico-me: na maioria das vezes, dou mil voltas e não chego a lugar nenhum. Mas talvez você seja um louco como eu, que gosta de ficar girando, girando, girando e...depois ficar tonto e cair. hehehe
Me desejem boa sorte.

*ouvindo Off I go - Greg Laswell *