segunda-feira, 31 de agosto de 2009

brilho eterno de uma mente sem nada.

cansei de epígrafes em inglês. Aliás, cansei de epígrafes. Estou aqui sentada em frente ao notebook desejando que minha cabeça funcione normalmente, que eu tenha alguma coisa pra pensar, mas minha mente está vazia. Empty. Vide. Vacío.
Durante essas minhas viagens ao longo da semana (pelos meus cálculos rodei aproximadamente 1110 km ente idas e vindas e pelo menos mais 1130 km me esperam nos próximos dias) eu percebi que quanto mais você quer esquecer uma coisa, mais essa coisa te persegue. Vejamos um exemplo: Você não suporta o Matheus. Quer esquecer que o Matheus existe. De repente, pra todo canto que você olha, está escrito esse maldito nome. Todos os estabelecimentos comerciais se chamam Matheus. "Oficina Matheus", "Matheus Autopeças", "Matheus Veículos" e por aí vai. O homem que senta ao seu lado no ônibus chama-se Matheus. Desse jeito como é possível esquecer que o Matheus existe se ele passa a te perseguir? Como parar de pensar em alguma coisa quando o acaso não ajuda? Antes você nem reparava que o Matheus era onipresente. No momento que você quer esquecê-lo, ele está em todo lugar. Merda. Isso é uma merda completa. Pelo menos até hoje nunca quis esquecer que as baratas existem.
Queria ser a Clementine (foto) de "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças". Aliás, aquele tratamento experimental¹ do filme deveria ser gratuito, sabe? Ser incluído no plano de saúde ou oferecido de graça pelo governo numa campanha tipo "Fome Zero". Que tal "Memória zero"? Aposto que teria uma fila de espera mais disputada do que vaga por leito no SUS.
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Acho que eu vou pensar duas vezes da próxima vez que eu reclamar de tédio. Parece que quando as tarefas aparecem, elas vêm todas de uma vez. Ficar me desdobrando e correndo atrás de inúmeros documentos em diversos lugares diferentes e em duas cidades pequenas é cansativo. Agora experimente fazer isso numa capital. Resultado: quase morri atopelada. Eu demoro a acostumar com a agessividade das cidades grandes. E pensar que vou passar por isso de novo em breve me dá agonia.
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E hoje eu ganho o prêmio de "Texto sem coerência" do ano. Acho que nem se eu acidentalmente batesse as mãos no teclado e escrevesse aoidhaosdhaosudhs ganharia do texto acima. Porque nem eu sei porque eu escrevi isso tudo. Nem sei pra quem. Mas dizem que o barato é isso né? Escrever sem por quê nem pra quê. Só escrever.

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¹ pra quem não tem idéia do que seja o tratamento experimental do filme "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" eu explico: é um tratamento que a pessoa se submete em que certas memórias são apagadas pra sempre. No filme é possível apagar uma pessoa completamente, como se ela nunca tivesse existido. Ótimo filme. Recomendadíssimo.

PS: os nomes usados nesse texto são fictícios. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência (ou não?).
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