sexta-feira, 30 de outubro de 2009

knowing is better than wondering.

Não existe uma frase mais equivocada do que a famosa "eu conheço fulano". Equivocada porque você pode até saber quem é fulano, ou pelo menos achar que sabe quem é, mas conhecer ninguém conhece. A verdade é que por mais que você acha que conhece alguém, ninguém conhece ninguém. Me disseram uma vez que a gente costuma criar máscaras pra conviver com as pessoas. Porque conviver é isso. Você se "adapta" aos outros numa tentativa de agradar quem está por perto. E você é você de verdade somente quando está só. Mas eu devo ser um ser estranho porque eu simplesmente não consigo. Ou sei lá, devo ser egoísta mesmo. Porque se beltrano gosta de falar sobre política, e pra conversar e agradar beltrano eu preciso falar sobre política eu prefiro nem tentar. porque 1- eu odeio política e 2-não vou fingir que gosto de política pra agradar ninguém. Nem Lula, nem Barack Obama. Eu costumo dizer que eu sou isso aqui. Sou obversadora, presto atenção em detalhes que passam desbercebidos pela maioria. Na maioria das vezes vivo com um sorriso estampado no rosto, mas sou misteriosa. Carrego vários segredos. Uma das frases que eu mais gosto é "there are more things in heaven and earth, Horatio, than are dreamt of in your philosophy" (Hamlet, William Shakespeare). Sou ansiosa. Aprendi a ser paciente. Sei a hora certa de ficar calada. Sou extremamente desajeitada com as "coisas do coração". Acredito que eu não nasci pra sentimentos, mas pra pensamentos. Apesar de tentar me convencer que sou cérebro, muitas das minhas atitudes me mostram que eu sou coração. Tenho vários sonhos e vivo pra realizá-los. Eu não costumo dizer que sou inteligente, prefiro dizer que "não sou burra". Não me acho bonita, fico desajeitada com elogios. Quando alguém me diz que sou bonita eu não acredito. As pessoas que eu considero podem ter certeza que se estão ao meu lado é porque eu gosto de verdade. Chego a ser anti-social na minha luta de tentar ser quem eu sou constantemente. Porque se a vida é um grande teatro eu prefiro ficar na direção. Não sirvo pra ser atriz. E sou uma grande apaixonada pelas artes cênicas. E viver vendo as pessoas finjirem ser aquilo que não são é, antes de dramático, uma comédia. Porque existem péssimos atores. Por isso eu digo, você não conhece ninguém. Porque você nunca sabe quando o ator entra e o personagem sai.

sábado, 24 de outubro de 2009

sweet is revenge--especially to women.

Amor,
foi maravilhoso passar esse final de semana com você. Já estou morrendo de saudades. Cada dia que passa tenho mais certeza que você é o amor de minha vida. Quando penso no futuro penso em você.
Te Amo.
Cecília

Cecília,
desculpa mas não dá. Não sou bom o bastante pra você. Você merece coisa melhor. Estamos em momentos diferentes de nossas vidas. Tô me sentindo um canalha. Mas acredito que é melhor assim, não quero vê-la sofrer. Desculpa.

Antônio querido,Justificar
eu já sabia que você era um canalha. Você se acha esperto mas eu sou mais. Sua esposa cuja existência você ocultou, já deve ter em mãos cópias de nossos e-mails, das fotos de nossa última viagem e a nota fiscal daquela jóia que você comprou pra mim no cartão de crédito dela. Boa sorte com o advogado. Vai logo arrumando um emprego porque você está prestes a voltar pra seu habitat natural: a merda.

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À todos os canalhas do mundo: Crescei-vos e não multiplicai-vos.

domingo, 4 de outubro de 2009

Over the sea and far away
She's waiting like an iceberg
Waiting to change
But she's cold inside
She wants to be like the water

Volta e meia acontecem coisas comigo que eu não consigo explicar. Reações exageradas que eu não consigo controlar. Eu recebo uma notícia ruim e ao invés de me abalar emocionalmente e ficar triste, eu geralmente começo a ficar enjoada, fazer vômito, ficar tonta e sentir vontade de desmaiar. Quando estou sob pressão desenvolvo todo tipo de doença, de um simples resfriado, passando por alergia e amigdalite até conjutivite e herpes. E hoje não foi diferente. Foi uma cena um tanto patética. 800 pessoas em posição de "sentido" e eu fazendo vômito, tonta, querendo desmaiar quando um monitor veio correndo e segurou meus braços e me arrastou enquanto um enfermeiro vinha correndo pra me atender. Dezenas de pessoas olhando pra mim com muita pena e mais outra dezena perguntando o que eu tinha. Em dois minutos me diagnosticaram com gravidez, dor de barriga, diarréia, fome e outras coisas do gênero. Mas só eu sabia o que eu tinha. São sintomas que eu desenvolvo quando recebo notícia ruim. E isso vem acontecendo com mais frequência ultimamente. E a notícia nem foi grave assim. Imagina quando eu receber uma notícia que seja realmente grave? Meu cérebro vai derreter? Vou vomitar meus rins? Vou ter uma convulsão? Preocupada com essas reações adversas eu conversei com minha professora que é psicóloga e não deu outra: ela disse que eu tenho alguma coisa lá usando termos da psicologia e que tem cura, basta eu fazer terapia.
Eu não tenho preconceito com terapia. De forma alguma. Mas eu queria poder resolver meus problemas sem ter que precisar de um profissional, sabe? Eu sempre odiei ir em médicos, só vou quando a dor está insuportável. Odeio remédios. Enfim, odeio essa sensação de inutilidade. Parece loucura?
Divã, aqui vou eu.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

cotidiano

olhar. sorriso. interesse. encontro. conversa. afinidade. beijo. arrepio. carinho. chocolate. flores. romance. suspiros. sexo. intimidade. orgasmo. paixão. cumplicidade. confiança. te amo. paixão. ciúmes. discussão. desconfiança. mentira. briga. raiva. desinteresse. choro. lágrimas. adeus. fim.


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não necessariamente nessa ordem.