Eu nunca fui do tipo de pessoa de escrever. Escrever textos grandes, bonitos, eu digo. Sempre gostei de lê-los e até tentei, diga-se de passagem, me tornar uma daquelas escritoras que transformam a vida chata e rotineira em textos filosóficos. Lembro-me bem quando comprei uma agenda-diário para registrar minhas divagações. Hoje quando pego pra ler, vejo que a frequência com que escrevia, passava longe de diária. As simples anotações que fazia, eram quais filmes eu tinha visto no fim de semana e um "ótimo", "ruim" ou "lindo!!!1" em seguida. Quando resolvia escrever sobre aquele garoto que eu tinha dado uns beijinhos (ah, saudades da época em que se meter em confusão, era beijar o ficante de sua prima e isso era o fim do mundo - mas isso já é assunto pra outro post) era tudo em inglês, porque eu sabia que minha mãe ia ler tudo e eu certamente não queria que ela soubesse em quem eu estava interessada ou quem eu tinha beijado na última festa.
Fora essa tentativa frustrada de me tornar uma Anne Frank do século XXI, o máximo que escrevia eram textos grandes, enormes e cheios de blablablá para treinar pra redação do vestibular. Lembro-me que não faz muito tempo, uma professora mal educada foi corrigir um texto meu e disse que eu era "porca" e não tinha "classe" com as palavras. Na hora que ouvi isso, foi pior que um tiro no peito (ok, admito que nunca levei um tiro no peito, mas posso imaginar como seja) e eu que me considerava forte e inabalável (pelo menos tentava me convencer disso), não consegui conter minhas lágrimas e chorei ali mesmo. Sentindo-me talvez o ser humano mais estúpido da face da Terra, recolhi meu texto e minha insignificância e não fiz mais nenhuma redação aquele ano, até o dia do vestibular. Depois fiquei sabendo que minhas redações nem eram tão ruins assim, porque aqueles professores eram pagos para destruir nossa autoestima e depois do resultado das provas tive certeza que definitivamente não sou burra como eles me faziam acreditar.
Agora estou aqui em mais uma tentativa de escrever. Não digo escrever coisas que não me interessam como faço nas provas da faculdade, mas sobre meus pensamentos e minha vida. Já digo logo que minha vida é um tédio, mas meus pensamentos podem até ser interessantes, dependendo do seu grau de paciência. Explico-me: na maioria das vezes, dou mil voltas e não chego a lugar nenhum. Mas talvez você seja um louco como eu, que gosta de ficar girando, girando, girando e...depois ficar tonto e cair. hehehe
Me desejem boa sorte.
*ouvindo Off I go - Greg Laswell *
Fora essa tentativa frustrada de me tornar uma Anne Frank do século XXI, o máximo que escrevia eram textos grandes, enormes e cheios de blablablá para treinar pra redação do vestibular. Lembro-me que não faz muito tempo, uma professora mal educada foi corrigir um texto meu e disse que eu era "porca" e não tinha "classe" com as palavras. Na hora que ouvi isso, foi pior que um tiro no peito (ok, admito que nunca levei um tiro no peito, mas posso imaginar como seja) e eu que me considerava forte e inabalável (pelo menos tentava me convencer disso), não consegui conter minhas lágrimas e chorei ali mesmo. Sentindo-me talvez o ser humano mais estúpido da face da Terra, recolhi meu texto e minha insignificância e não fiz mais nenhuma redação aquele ano, até o dia do vestibular. Depois fiquei sabendo que minhas redações nem eram tão ruins assim, porque aqueles professores eram pagos para destruir nossa autoestima e depois do resultado das provas tive certeza que definitivamente não sou burra como eles me faziam acreditar.
Agora estou aqui em mais uma tentativa de escrever. Não digo escrever coisas que não me interessam como faço nas provas da faculdade, mas sobre meus pensamentos e minha vida. Já digo logo que minha vida é um tédio, mas meus pensamentos podem até ser interessantes, dependendo do seu grau de paciência. Explico-me: na maioria das vezes, dou mil voltas e não chego a lugar nenhum. Mas talvez você seja um louco como eu, que gosta de ficar girando, girando, girando e...depois ficar tonto e cair. hehehe
Me desejem boa sorte.
*ouvindo Off I go - Greg Laswell *
4 comentários:
good luck!
here we go togetheeerr!
professora: you bitch. izmagreça e me izqueça.
a arte da prolixidade!
só pra constar, eu gosto do jeito que você escreve! e aquele diario-agenda, eu gurdei! ;)
akela renata era uma malvada..ainda bem q eu nunca fui no plantão rs.
tenho paciência pra baboseiras sim..mas tenho preguiça de escrever
boa sorte!
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