Não existe uma frase mais equivocada do que a famosa "eu conheço fulano". Equivocada porque você pode até saber quem é fulano, ou pelo menos achar que sabe quem é, mas conhecer ninguém conhece. A verdade é que por mais que você acha que conhece alguém, ninguém conhece ninguém. Me disseram uma vez que a gente costuma criar máscaras pra conviver com as pessoas. Porque conviver é isso. Você se "adapta" aos outros numa tentativa de agradar quem está por perto. E você é você de verdade somente quando está só. Mas eu devo ser um ser estranho porque eu simplesmente não consigo. Ou sei lá, devo ser egoísta mesmo. Porque se beltrano gosta de falar sobre política, e pra conversar e agradar beltrano eu preciso falar sobre política eu prefiro nem tentar. porque 1- eu odeio política e 2-não vou fingir que gosto de política pra agradar ninguém. Nem Lula, nem Barack Obama. Eu costumo dizer que eu sou isso aqui. Sou obversadora, presto atenção em detalhes que passam desbercebidos pela maioria. Na maioria das vezes vivo com um sorriso estampado no rosto, mas sou misteriosa. Carrego vários segredos. Uma das frases que eu mais gosto é "there are more things in heaven and earth, Horatio, than are dreamt of in your philosophy" (Hamlet, William Shakespeare). Sou ansiosa. Aprendi a ser paciente. Sei a hora certa de ficar calada. Sou extremamente desajeitada com as "coisas do coração". Acredito que eu não nasci pra sentimentos, mas pra pensamentos. Apesar de tentar me convencer que sou cérebro, muitas das minhas atitudes me mostram que eu sou coração. Tenho vários sonhos e vivo pra realizá-los. Eu não costumo dizer que sou inteligente, prefiro dizer que "não sou burra". Não me acho bonita, fico desajeitada com elogios. Quando alguém me diz que sou bonita eu não acredito. As pessoas que eu considero podem ter certeza que se estão ao meu lado é porque eu gosto de verdade. Chego a ser anti-social na minha luta de tentar ser quem eu sou constantemente. Porque se a vida é um grande teatro eu prefiro ficar na direção. Não sirvo pra ser atriz. E sou uma grande apaixonada pelas artes cênicas. E viver vendo as pessoas finjirem ser aquilo que não são é, antes de dramático, uma comédia. Porque existem péssimos atores. Por isso eu digo, você não conhece ninguém. Porque você nunca sabe quando o ator entra e o personagem sai.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
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Um comentário:
Uma coisa é fazer concessões e se adaptar para conviver.Outra, completamente diferente, é ser falso. Por exemplo: André gosta de funk. Você já viu eu gostar de funk porque ele gosta? Outro primo meu, que eu não posso dar o nome por motivos óbvios, mas com quem eu andava muito, gostava de puta. Nem por isso eu andava frequentando puteiro com ele. Mas é um dos meus melhores amigos. Só que com ele eu sou de um jeito, porque ele é de um jeito. Com André eu sou de outro jeito, porque André é de outro jeito. A questão não é 'agradar' quem está perto. A questão é simplesmente tornar 'possível' a convivência.
Se vc não gosta de política e discute acaloradamente com alguém, só pra agradar, você tá sendo falsa. Mas se você tem uma amiga que levou um fora e está na fossa, e ela quer conversar com você e você não tá nem aí pro sentimento dela porque você não tem nada com isso e vc tem seus próprios problemas, e vc não quer ficar inventando coisas pra confortarem ela, falando que o amor é assim mesmo, coisa e tal... aí você não está sendo sincera. Você está sendo um tijolo de indelicadeza e ignorância. Viver, Lil (é Lil, que vc chama, né?) viver é conviver. Viver é fazer a vida do outro mais fácil à medida que vc faz a sua mais fácil tb, na medida em que todos se necessitam. Nenhum motor funciona bem sem lubrificação. É preciso minimizar os atritos. Você ainda vai aprender isso.
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